quinta-feira, junho 21, 2007

Cosmologia íntima

É certo que olhando para o sol directo
os olhos se turvam chorosos e cegos
e assim não podemos ver as estrelas
que brilham no céu povoando o universo

Mas é com lágrimas de emoção nos olhos
que melhor te vejo e sinto o teu fulgor,
porque é dentro de mim que tu iluminas
o firmamento da noite que trago comigo,
que é tão profundo como o infinito
em que brilhasse qpenas uma única estrela
equivalente no cosmos a mil milhões de sóis.

Manuel Madeira in "um pouco de infinito em toda a parte"

2 comentários:

Vieira Calado disse...

Um belo poema do meu amigo Manuel Madeira, que já não vejo desde que apresentou o seu livro em Faro.
Um abraço.

Cândida disse...

ai que inveja :)
e eu nunca quis ser escritora.
mas eu sei k o fácil é difícil .